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Palavras que Sim!Pedacinhos de mim |
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March 08 COROA POÉTICAO meu primeiro poema O meu poema do meio, O meu derradeiro poema
Ensaiei-o em Primavera, Vindima de tarde fresca. Fez-se em mim, sem o pedir
Enfeitei-o de alfazema, Embalei-o em doce enleio, Mas foi dádiva suprema,
Embrulhei-o em quimera. Perfumei-o de floresta. Rosa em botão por abrir
Ofereci-lhe esmeraldas Fiz do seu pólen meu mel, Fragrância purificada,
Adornadas de ouro puro, Néctar em puro cristal, Bálsamo que me banhou,
Em carícias esmeradas Protegi-o com dossel Lapidado diamante
E promessas de futuro. De amor em tom outonal. Que por instantes me ornou.
Seus olhos, verde-poesia, Seus olhos, travo de noz, Seus olhos, lagos de luz,
Seus cabelos, ouro fino, Brocado bordado a ouro, Na cútis, toque de pétalas,
Sua pele, seda macia, Seu carinho, minha foz, Lábios-corola, onde depus
Doce fruto, meu Estio. Onde desaguei tesouros. Ósculos de borboletas.
Meu filho, seiva de mim, Meu filho, seiva de mim, Minha filha, elixir de mim,
Meu amor, verso de luz, Minha luz, verso de amor, Meu poema, minha luz,
Brisa-Março em mar-jasmim Brisa-Novembro em jardim Anjo etéreo, querubim,
Rosa-abraço em minha cruz! Musicado em meu louvor! A segurar minha cruz!
************RICARDO************* ************HUMBERTO************* ************DIANA*************
(Aos meus três grandes, imensos e eternos amores...)
February 28 É SÓ UM ESPINHO... O RESTO SÃO ROSAS!O Sol encontrou-me, um dia,
esquecida,
À sombra duma roseira
florida.
Perguntou-me se eu era enjeitada
da Vida,
Órfã de sina amarga,
dorida.
Fiz das minhas lágrimas
bebida,
Mordi um sorriso de cor
esvaída
E colhi do Sol a doce
guarida.
Estendi a mão e mostrei,
desprendida,
Um golpe profundo na palma
doída:
-Foi só um espinho, Sol,
só ferida
que lapida
a Vida
e ensina
a medida
ácida
do Amor... February 15 Mãe babada...Estava eu, muito descansadinha, a trabalhar nas minhas escritas caseiras, e chega-me um Fax de MR R.A. ELLIOT & ASSOCIATES LTD - DENTAL SURGEONS - 40 HIGH STREET - GORSEINON - SWANSEA -- com estes dizeres:
To whom it may concern
Ricardo Rodrigues started with us in April 2007 and has been a very valued member of our team.
We have found Ricardo Rodrigues to be a happy, likeable person, both with staff and patients. His Dentistry, in our opinion, has been of a very high standard and would be a valuable asset to any Dental Practice.
Yours Sincerely,
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Digam lá se não é de uma mãe babar!! E o menino ainda gere (e lá trabalha, sempre que vem à Lusitânia! - todos os meses) uma Clínica própria!!
(Meu poema, isto foi por ontem ter sido dia de S Valentim?...)
Mãe February 13 HORIZONTESCONTRASTENão quero que a noite acabe
sem me devolver a luz...
Não quero que o dia se feche
sem me cobrir de crepúsculo...
Eu quero a sombra da luz
a proteger-me, no escuro,
Quero que o clarão das trevas
me ache o breu do sentir!
E, no lusco-fusco da aurora
contraste o esvair do sol-por...
A veneração dum enlace
sob as travessas estrelas,
em dança irrequieta, no Céu...
...Escuro, imenso,
Tão prenhe de eterna Luz... CHAVE DE COFRE, PRECISA-SE (URGENTE)Sabes, Vida...
Eu acho que, logo à nascença, nos é atribuído um determinado pecúlio de Tempo. Nem mais, nem menos, do que o estabelecido por quem põe e dispõe, lá no Superior Governo do Universo.
Enquanto pequeninos, limitamo-nos a gastá-lo inocentemente e deixar que alguém o administre por nós. Depois, aos poucos, mais cedo ou mais tarde, aprendemos nós mesmos, a geri-lo. Com mais ou menos conflitos e tropeções, todos temos pressa em ser donos do nosso próprio Tempo! Sofregamente, sem gastar nem um minutinho precioso a aprender a gastá-lo, e a ouvir os conselhos de quem já quase o gastou todo, ou de quem o guarda ciosamente no sótão, cheio de mofo e bolor... Também, nem sei se "Gestão do Tempo" consta dos teus currículos académicos, Vida! Talvez não, ou talvez ninguém esteja interessado! Talvez o Tempo não seja uma coisa que se aprenda a gerir, por ser tão volátil e fugidio... Ele é matreiro, escapa-se-nos dos dedos, brinca às escondidas nos ponteiros dos nossos relógios (vâ tentativa humana de o domar!...) disfarça-se de Dia e de Noite, finta-nos com os enganadores recomeçares, do Ano, das estações, das fases com faces novas... Como podemos pegar nele, reparti-lo, moldá-lo, distribuí-lo? Deve ser ciência para mentes muito rectas e organizadas e divididinhas em compartimentos sempre limpinhos e fechados (para não lhe cair o pó e para não haver possíveis fugas!). Não para a minha, com certeza! Guardar o Tempo e gastá-lo comedidamente em tempo útil, nunca foi a minha arte! E a culpa não é de quem me passou a herança, não!! A minha fada-madrinha (querida!) bem me dizia: "Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje!" Toda a cupa é só minha, mesmo! Ou então, da qualidade de Tempo que me foi atribuída à nascença! Se calhar, Vida, deixaste que me calhasse um Tempo sem qualidade nenhuma, sei lá, um Tempo em segunda mão, ou um Tempo vagabundo ou um Tempo preguiçoso que ninguém quis! O certo é que nunca tive uma relação muito equilibrada e salutar com esse fulano! Ignoro-o, deixo-o solto sem rédea, desprezo-o, vingo nele as tuas chicotadas, (ah, pois é, Vida, tu sabes que és muito má para mim!), esbanjo-o, sempre que abro o meu cofre e me julgo sua dona. Depois, não me sei impor, perco-lhe o domínio, e ele trai-me, escapa-se-me, desafia-me, e eu, na iminência de ir à bancarrota, lá corro atrás dele, persigo-o, suborno-o, suplico-lhe e caio a seu pés, sem fôlego, completamente escravizada! Ah, maldito! Invejo tanto as pessoas que fazem o que querem com o seu Tempo, que fazem dele um tesouro dócil e de trato fácil! Espero que, pelo menos, o meu Tesouro rebelde tenha mais fôlego do que eu e me acompanhe sempre, até que eu queira perder o meu fôlego... Ou tu mo tires, Vida... February 07 DÓNão há lágrimas mais amargas
Que as que choramos por nós
Quando choramos alguém
E quando a saudade vem
E nos sentimos tão sós,
Porque tortuosas estradas
Não se perde o egoísmo
Do nosso próprio querer?
...Do vácuo da nossa dor?
E disfarçamos de amor,
A esperança, a morrer,
De perdermos nosso mimo...
Não há lágrimas mais sentidas,
Nem espinho que mais magoe,
Que as que ditam a piedade
Pela nossa miserabilidade...
O deixar que a mágoa escoe
Nos sulcos das próprias feridas!
E sempre que a partida,
O desdém ou o desprezo,
De quem queremos, nos fere,
Mais que a perda, o cárcere
Da solidão nos desterra
E solta a lágrima retida...
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